Life shrinks or expands in proportion to one's courage. Anaïs Nin
plasma
os pontos soltos que fui criando e dispondo por mim como uma constelação à espera de ser formada pequenas luzes dispersas que me lançaram na queda por não terem rectas que me guiassem encontrei linhas com laços e nós desfazendo-se sempre entre os dedos ansiosos agora calmos - ainda nus que apontam os pontos que … Continue reading plasma
a cave
deixava todos os dias a minha voz debaixo do tapete de entrada tu eras a cave eu a janela no espaço vazio cheio de ti cheio do meu medo de quem desceu aos infernos por lá ver centelhas. se havia palavras ficavam nos cantos e esquinas da sala no meio de tantos ais que sorri … Continue reading a cave
(sem título)
lembras-te, irmã das cruzadas desertos onde amámos a solidão e o silêncio e a nossa pele se tornou pedra com as areias que ninguém sacudiu das nossas pálpebras.
pavão
passa por mim com tinta e carvão no algodão que nos cobre ao nos descobrirmos tu e eu passa por mim com palavras cantadas pelos teus dedos nos dias em que o veludo é tudo o que não tenho passa por mim mesmo que venhas só de passagem mesmo com a tua plumagem escarlate e … Continue reading pavão
mais-que-perfeito
peças pequenas estilhaços bocados de mim aos pedaços só te quero pelo que tens que é meu ou ainda serei e apenas sou quando não te sei
poros
quero a pele que me demarca viva sem a marca dos teus lábios os olhos cerrados do teu corpo trémulo quando te dedilho pequenos montes que temos iguais
princesas
a ervilha que eu temo és tu quem a sente? se eu assinto a escalada dessa pilha aclamada de colchões.
the other side
On a misty battle field My opponent holds a shield Tall and wide so I can’t see What is fancy what is real He lures me near then strikes me down I should leave him there but I’m lost in his sound Is he confused, lonesome, afraid Or cold, unmoved, with nothing to say I … Continue reading the other side
as propriedades terapêuticas da sua máquina digital
Quando era mais nova a minha mãe ralhava-me porque só tirava fotos aos outros – o que ainda acontece. Comprei há tempos uma máquina digital e a descoberta interminável do novo brinquedo levou-me a experimentar algo que, segundo consta, requer inúmeras tentativas falhadas até se chegar a resultados satisfatórios: tirar fotografias a nós próprios. Mas … Continue reading as propriedades terapêuticas da sua máquina digital
…
how can you not when you do give in to what you thought wasn't there when it is dare.
O terrorismo tem os dias contados
O Capitão América está de volta (e com o Thor a ajudar) Criado no início da 2ª Guerra Mundial, o Capitão América foi um herói que começou a combater o Eixo enquanto, na vida real, os EUA ainda eram neutrais. Esta serie de aventuras começa com Steve Rogers, um civil fracote que se oferece para … Continue reading O terrorismo tem os dias contados
Os sabotadores da Mocidade Portuguesa
Quando visito a Feira do Livro ou alguns alfarrabistas e vejo os livros de leitura que tive na 3ª e 4ª classe, ocorre-me sempre a questão: "Como é que eu sobrevivi a isto?" As capas com as criancinhas da Mocidade Portuguesa muito risonhas, ou com a criança de ar respeitador a ler junto à mãe, … Continue reading Os sabotadores da Mocidade Portuguesa
Uma era de oportunidades
Estou na situação de uma criança gulosa que arranja emprego numa fábrica de chocolates. Um colega que, ao espreitar este site, descobriu que pai e filha são fãs do Pratchett, despejou-me a colecção toda do Discworld que lá tinha em casa. Agora, num desses livros, Moving Pictures, encontro um conceito que cito de cabeça: "Que … Continue reading Uma era de oportunidades
Frank Miller e o renascimento dos heróis
Mais uma vez o cinema a adaptar obras de um ídolo meu da banda desenhada. O ídolo chama-se Frank Miller, desenhador e argumentista que foi autor de várias obras primas da BD nos últimos 20 anos. A obra agora adaptada ao cinema chama-se Sin City e é um dos seus trabalhos mais famosos deste autor, … Continue reading Frank Miller e o renascimento dos heróis
O Christian Andersen do séc.XX
Corria a década de 60 e a indústria da banda desenhada americana andava pelas ruas da amargura. Uma onda de moralismo, a fazer lembrar em muito a que agora ataca as televisões, proibira as cenas de violência, tiros, sexo e terror. Finis o traço erótico de Alex Raymond nas suas series Flash Gordon e Agente … Continue reading O Christian Andersen do séc.XX
Quando foi a última vez que fez alguma coisa pela primeira vez?
Esta frase é o slogan de uma nova empresa portuguesa. Que trabalha para outras empresas, comercializando soluções simples e naturais para apreciar a vida, satisfazer o ego e de fidelizar clientes. Mas os seus produtos são um pouco diferentes do habitual. Tão diferentes que são cada vez mais os particulares adquirirem tais soluções para … Continue reading Quando foi a última vez que fez alguma coisa pela primeira vez?
Vocês são crianças índigo
Por eu ter escrito um artigo sobre o tema, a autora deste blog recordou esta semana que pertence a uma geração conhecida como de crianças índigo. E o que são as crianças índigo? Sensíveis, intuitivas, criativas, algumas com capacidades paranormais, quase todas resistentes à imposição de autoridade e capazes de formular as suas próprias teorias … Continue reading Vocês são crianças índigo
O Regresso de Columbo
O tenente Columbo está de volta à RTP Memória, às 3ªs feiras, pelas 23.00h. Série de culto na década de 70, com vários prémios enquanto durou, Columbo vive de excelentes argumentos e da interpretação extraordinária de Peter Falk. Histórias policiais baseadas em crimes aparentemente perfeitos, cada história começa sempre com o assassino a planear e … Continue reading O Regresso de Columbo
Inteligência emocional
Os últimos posts da Marta e certos acontecimentos particulares recentes fizeram-me rever a educação ideal para os jovens de hoje, em comparação com a do meu tempo. Quando eu nasci, o meu pai, sargento da Marinha, decidiu que eu seria oficial da Marinha quando crescesse. Quando, aos oito anos, tive de passar a usar óculos, … Continue reading Inteligência emocional
Do it yourself best seller – As lições do Código da Vinci
Até o Jornal de Letras se rendeu e, na última edição, traz um estudo sobre este fenómeno editorial. Trezentos mil exemplares vendidos só cá em Portugal, é obra. E, pela experiência de quem o comprou, cada livro é emprestado a uma média de 4 pessoas que o devoram num instante. Confesso que li o livro … Continue reading Do it yourself best seller – As lições do Código da Vinci
A crónica constipada
Peço desculpa a todos os meus admiradores mas a minha habitual colaboração das 5ªs feiras ficou no tinteiro – que é como quem diz, no computador ou, melhor dizendo, nem chegou a entrar... Isto um homem não é de ferro e, depois do Paulo Portas ter apresentado governo, do Louçã ter dito o que disse … Continue reading A crónica constipada
Jack Kirby, o rei dos super-heróis
Já que falei em Will Eisner, nada mais natural que referir outro dinossauro da BD americana, o espantoso Jack Kirby (1917 – 1994). Nascido por altura da Primeira Guerra Mundial, Kirby começou a desenhar pouco depois de sair do berço, tendo colaborado em todo o tipo de publicações imagináveis e trabalhando qualquer género que lhe … Continue reading Jack Kirby, o rei dos super-heróis
Will Eisner 06.03.1917 – 03.01.2005
Morreu, no princípio deste ano, um jovem de 87 anos. Morreu Will Eisner, o argumentista e ilustrador que, nas década de 30 e 40, ajudou a criar a onda editorial da BD americana de super-heróis que, na década de 50, criou Spirit, o primeiro dos heróis mascarados (sim, o Lee Falk criou o Fantasma, mais … Continue reading Will Eisner 06.03.1917 – 03.01.2005
As Fontes do Paraíso de Arthur Clarke
Este livro é uma colectânea de contos disfarçada, tantas são as histórias que se entrelaçam, no tempo e no espaço. (*) O tema principal é um sistema revolucionário de partida para o espaço: não com foguetes, mas… de elevador. Admitindo a produção industrial de uma nova fibra muito mais leve e mais resistente que o … Continue reading As Fontes do Paraíso de Arthur Clarke
