i got rhythm

Life is a lot like jazz… it’s best when you improvise.

George Gershwin (26.09.1898 – 11.07.1937)

Foi preciso um episódio d’As Aventuras do Jovem Indiana Jones, para redescobrir um dos meus compositores preferidos.

Tendo começado a ouvir rádio só por volta dos 12 anos, passei a infância a ver musicais e a ouvir os discos de jazz do meu pai, repletos de canções escritas pela dupla George e Ira Gershwin – a J. uma vez disse que quem escrevia as letras não era o irmão e sim a cunhada, mas não me pronuncio porque não estava lá para ver…

Só mais tarde é que associei o nome à obra e apercebi-me de que a música do senhor estava em todo o lado.
De nome verdadeiro Jacob Gershovitz (os pais eram judeus russos), Gershwin começou a tocar no piano oferecido ao irmão Ira e, ainda adolescente, arranjou emprego no mítico Tin Pan Alley, passando pela Broadway e acabando em Hollywood.

Considerado essencialmente um autor de música popular e não tendo tido formação musical para além das aulas de piano, Gershwin esforçava-se por ser visto como um compositor a sério. Reza a lenda que chegou a pedir aulas de composição a Ravel. Ravel perguntou-lhe quanto ganhava por ano e, após ter ouvido a resposta, recusou, dizendo que ele é que devia ter aulas com Gershwin.

No final de 1923, foi convidado por Paul Whiteman para compor uma peça de jazz sinfónica. Aceitou. Tempos depois, numa bela manhã de Janeiro, abriu o jornal e leu a notícia de que a sua novíssima sinfonia seria tocada no Aeolian Hall em Fevereiro. Esquecera-se… Em 3 semanas escreveu o fabuloso Rhapsody in Blue. Tinha 25 anos.

O seu maior contributo terá sido talvez a fusão entre a música popular – especialmente o jazz – e a música dita “séria”, mas o maior feito é, sem dúvida, a forma como a sua obra continua imortal e a ser reinventada ainda hoje, desde a versão que Miles Davis fez da ópera Porgy&Bess, ao Red Hot + Rhapsody ou a coisas mais assustadoras, como o Jon Bon Jovi a cantar How Long Has This Been Going On.

Podem não saber o nome da canção, podem não saber quem a escreveu, mas não há ninguém na sociedade ocidental que não conheça uma das melodias do George.

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